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Notícias

15/6/2025 0 Comentários

Surto de Cólera em Angola – uma Emergência Sanitária

Desde o primeiro caso registado em janeiro de 2025, Angola enfrenta um surto de cólera que se tem espalhado rapidamente deixando um rasto de preocupação nas comunidades (Figura 1). Até 21 de Maio, foram registados mais de 21 000 casos e quase 700 mortes em 18 das 21 províncias do país. A taxa de mortalidade é de 3,7%, ultrapassando o limiar de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 1%. (1,2)

Fotografia
Figura 1. Número de casos de cólera por semana epidemiológica (n= 12,193), até 12 de abril de 2025.
 

O Ministério da Saúde, em colaboração com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a OMS, têm exercido um papel essencial no combate à cólera, fornecendo materiais de comunicação para mudança de comportamento, para tratamento de água e higiene, e kits de teste para a monitorização da qualidade da água. Foram estrategicamente colocados nas áreas mais afetadas, Centros Tratamento da Cólera (Figura 2) que têm sido fundamentais para garantir que pacientes infetados recebam o tratamento de emergência necessário na sua localidade, de modo a reduzir a mortalidade e facilitar o acesso a cuidados médicos imediatos. Também se tem investido na mobilização comunitária e formação de voluntários para que a informação e os cuidados cheguem à população. (1)
Fotografia
Figura 2. Centros de Tratamento de Cólera, centros que têm sido fundamentais para garantir que os pacientes infetados recebam o tratamento de emergência necessário na sua localidade.
 

A cólera é uma infecção intestinal bacteriana aguda causada pelo Vibrio cholerae toxigénico sorogrupo O1 (biótipos clássico e El Toro) ou sorogrupo O139. As estirpes toxigénicas de V. cholerae O1 são a fonte de uma pandemia global em curso que começou em 1961, enquanto o sorogrupo O139 foi isolado na Ásia e agora é raramente relatado. É transmitida mais frequentemente a partir de água contaminada, onde o microrganismo ocorre naturalmente ou após contaminação fecal das fontes de água. É também transmitida por alimentos contaminados, crus ou mal cozinhados. (3,4)

Viajantes para áreas onde a cólera é endémica ou está em curso epidemia ativa correm risco de infeção. Pessoas sem acesso a água ou alimentos seguros, que não seguem as recomendações de lavagem das mãos ou não usam sanitários ou sistemas de saneamento correm maior risco de infeção. (4)

O período de incubação de horas até 5 dias, seguido de diarreia aquosa, dor abdominal ou febre. A infeção é usualmente leve ou assintomática, mas pode ser grave. A cólera grave ocorre em aproximadamente 10% dos episódios e é caracterizada por diarreia aquosa profusa, com fezes em "água de arroz", frequentemente acompanhada de náuseas e vómitos, que podem levar rapidamente à depleção grave de volume. O diagnóstico é realizado através de coproculturas em meio seletivo. (3,4)

A rápida reposição de fluídos é a base do tratamento da cólera. Administrar solução de reidratação oral e quando necessário, fluidos e eletrólitos intravenosos. A administração oportuna de volumes adequados reduzirá a taxa de letalidade para <1%. Antibióticos em alguns casos poderão ser necessários. (3,4)
Fotografia
Figura 3. Mapas de casos cumulativos de cólera (esquerda), óbitos cumulativos de cólera (centro) e taxa de letalidade cumulativa (direita), dados de 12 de abril de 2025. Fonte Boletim Epidemiológico Semanal: Cólera em Angola – Semana Epidemiológica nº 15, República de Angola, Ministério da Saúde, Direção Nacional de Saúde Pública

Num esforço decisivo para conter a propagação do surto de cólera em Angola (Figura 3), a OMS e UNICEF assinaram em maio, em Luanda, um Memorando de Entendimento que marca o lançamento formal de uma iniciativa conjunta de apoio ao Governo de Angola na resposta de emergência destinada a salvar vidas e travar a propagação da cólera.

O acordo realça o compromisso para implementar o projeto “Travar a propagação: acelerar as intervenções contra a cólera que salvam vidas em Angola”, que inclui intervenções cruciais nos domínios da saúde, água, saneamento e higiene (WASH), e que conta com apoio financeiro da União Europeia, no valor de 1 milhão euros.

O plano de acção conjunto integra iniciativas que incluem:
  • a) Estabelecimento de pontos de reidratação oral e centros de tratamento da cólera;
  • b) Formação de profissionais de saúde e voluntários comunitários;
  • c) Expansão do processo de cloração da água e promoção da higiene nas zonas afetadas;
  • d) Reforço da capacidade de vigilância e diagnóstico das doenças;
  • e) Apoio a implementação de campanha de vacinação reativa contra a cólera;
  • f) Envolvimento das comunidades, com voluntários a facilitar diálogos sobre comportamentos de proteção e a distribuir kits de prevenção da cólera às famílias.

A iniciativa conjunta, está alinhada com o Plano Nacional de Prevenção e Controlo da Cólera de Angola, e visa reduzir a mortalidade relacionada com a cólera em 75% nas províncias mais afetadas nos próximos quatro meses, através de acções de emergência dirigidas a mais de 500 mil pessoas em todo o país, com especial incidência nas crianças, idosos e pessoas com deficiência. (2)



Referências
  1. UNICEF WASH: Desafios e Respostas no Combate ao Surto de Cólera em Angola. Medidas de prevenção e tratamentos são implementadas para controlar a propagação da doença. UNICEF 2025.
  2. OMS e UNICEF assinam acordo para combater o surto de cólera em Angola. UNICEF 2025.
  3. Harrisson Manual de Medicina 17ª Edição.
  4. CDC Yellow Book, Edição 2026
  5. Boletim Epidemiológico Semanal: Cólera em Angola – Semana Epidemiológica nº 15, República de Angola, Ministério da Saúde, Direção Nacional de Saúde Pública
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15/6/2025 0 Comentários

CORRIDA À VACINAÇÃO CONTRA O SARAMPO NO TEXAS

Nos últimos meses, o estado americano do Texas registou um aumento significativo na vacinação precoce contra o sarampo, particularmente no grupo das crianças entre os 6 e os 11 meses, após a emergência de mais um surto.

Contexto

Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) dos EUA, só neste primeiro semestre de 2025, já se registaram 1.168 casos de sarampo, 3 dos quais resultaram em morte. Este número de casos mais do que triplica o número contabilizado em 2024 e representa o segundo maior total anual neste século (ultrapassado apenas pelo ano de 2019).

Mais de 70% dos casos ocorreu no Texas, nomeadamente 55% no condado de Gaines, que constitui o epicentro do atual surto e 95% dos casos registados ocorreu em indivíduos não vacinados. Tudo isto não destoa de um contexto, em que o condado em causa se carateriza por servir como local de residência de comunidades, como a menonita, com um histórico de baixa adesão a medidas de saúde pública, como a vacinação. (1,2)
Fotografia
Figura 1 - Mapa de círculos proporcionais, com o condado de Gaines (na parte ocidental do estado, a cerca de 600 km de Dallas) representado pelo maior círculo – traduzindo a sua maior incidência de casos de sarampo, a nível do estado do Texas

O sarampo, uma infeção viral altamente contagiosa (o seu número básico de reprodução – número médio de pessoas passíveis de serem infetadas por um indivíduo infetado, numa população totalmente suscetível – situa-se entre 12 e 18) e que pode causar complicações graves, como pneumonias, ou mesmo a morte, foi declarado como eliminado, nos EUA, em 2000, pela OMS. Contudo, desde 2018, este estatuto de eliminação tem sido posto em causa por surtos recorrentes. Esta ameaça decorre do ressurgimento da doença após a declaração de eliminação e da sua transmissão se revelar sustentada e contínua, no país, por mais de um ano.

Nos últimos anos, a cobertura vacinal da VASPR (Vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola), no Texas, declinou, com a proporção de crianças vacinadas, no universo das inscritas em jardins de infância do estado, a encolher dos 95,2%, no ano letivo de 2019-2020, para 92,7% em 2023-2024. No condado de Gaines, o epicentro do atual surto, apenas 80% da população total está registada como vacinada, muito abaixo dos 95% apontados como limiar da imunidade de grupo. (3)

DEPOIS DA TEMPESTADE, A BONANÇA?

Em resposta ao surto, as autoridades de saúde pública do Texas recomendaram a administração de uma dose precoce da vacina VASPR às crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 11 meses, com o intuito de proteção desta população especialmente vulnerável. (4) Também a nível federal e em resposta ao número elevado de casos, a 8 de abril, o CDC atualizou as suas recomendações, aconselhando esta dose precoce às crianças viajantes para ou residentes em condados com surtos ativos, como Gaines. (5)

Os resultados são claros: de acordo com a Truveta, (6) uma empresa de análise de dados de várias seguradoras de saúde dos EUA, a proporção de bebés com seis meses de idade que receberam a vacina VASPR, em abril deste ano, aumentou mais de 30 vezes em relação ao período homólogo, conforme representado na Figura 2.
Fotografia
Figura 2 - Evolução mensal da cobertura da VASPR nas crianças antes do primeiro ano de idade

No mesmo mês, 10% das crianças com dez meses, no Texas, já tinham recebido pelo menos uma dose da vacina VASPR, uma proporção dez vezes superior ao mesmo mês do ano anterior. Os dados mostram ainda que, em março e abril deste ano, 20,1% de todas as primeiras doses VASPR foram administradas a crianças dos seis aos 11 meses, uma percentagem 11 vezes superior a 2019, ano em que foram detetados surtos nacionais e internacionais da doença, como mostra a Figura 3.
Fotografia
Figura 3 - Proporção de VASPR administradas a crianças entre os 6 e os 11 meses sobre o total de VASPR administradas a crianças até aos 2 anos de idade

Nas últimas semanas, as autoridades de saúde do Texas anunciaram que publicarão contagens de casos, de forma apenas semanal, e estimaram que menos de 1% dos casos, nesta semana, sejam classificados como infeciosos. (7)
O recente aumento da vacinação precoce contra o sarampo no Texas sublinha a importância da manutenção de uma elevada cobertura vacinal com vista à proteção das populações em situação especialmente vulnerável, como a infantil. O vírus do sarampo dissemina-se em comunidades com baixas coberturas vacinais, com muitos indivíduos suscetíveis à doença. Sem medidas de prevenção e controlo rigorosamente aplicadas, os surtos, geralmente, apenas se aproximam do controlo quando o vírus não encontra muitos mais indivíduos suscetíveis. Esta redução da suscetibilidade pode ocorrer através de intervenções que conjugam processos de vacinação em massa com campanhas de comunicação e de educação para saúde dirigidas a comunidades historicamente mais resistentes a abordagens preventivas, como parece estar a acontecer no caso do Texas. (8)

Referências

  1. - https://www.cdc.gov/measles/data-research/index.html (consultado em 06/06/2025);
  2. - https://apnews.com/article/measles-texas-vaccination-us-rfk-mmr-8fb86f56b0892408680daae4a52047e6 (consultado em 06/06/2025);
  3. https://www.publico.pt/2025/05/25/mundo/noticia/bracos-surto-taxas-vacinacao-sarampo-disparam-texas-2134288 (consultado em 29/05/2025);
  4. https://www.dshs.texas.gov/sites/default/files/Admin-Meales/doc/measles-vaccination-pep-recommendations.pdf (consultado em 09/06/2025);
  5. https://www.cdc.gov/han/php/notices/han00522.html (consultado em 07/06/2025);
  6. https://www.truveta.com/blog/research/research-insights/2025-early-measles-vaccinations-in-texas/ (consultado em 29/05/2025);
  7. https://www.usnews.com/news/health-news/articles/measles-case-counts-grow-in-texas-new-mexico-outbreak (consultado em 09/06/2025);
  8. https://www.cbsnews.com/news/measles-outbreaks-schools-vaccination-rates-decline/ (consultado em 09/06/2025);
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